Até mais e obrigado pelos peixes!

30 abril, 2009

O tempo passa, e as condições mudam. Algum tempo atrás, estávamos criando este blog e dando a ele condições de crescer e se sustentar. Talvez tenhamos falhado nisto, porém aqui estamos, mesmo que em um estado de morbidez alarmante.

Hoje tenho uma boa notícia: Temos um servidor. Não sei os efeitos exatos que isto terá no blog e nos editores, ou se será a revitalização necessária, entretanto permite nos concentrar de maneira mais completa, e até fazer algumas firulas que nunca teriam sido possíveis antes. Então cliquem neste belo link e descubram um fantástico mundo mágico antigo.

O Rei está morto, vida longa ao Rei!


A little collage

26 abril, 2009

For two different people, by two different reasons.

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April is the cruellest mont, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain

She loves me…she loves me not.
I tear my hands, scatter the broken fingers…loves me not
As we scatter the random riddling heads of daisies
Tumbling through summer.

Tread lightly, she is near
Under the snow.
Speak gently, she can hear
The daisies grow

This is the dead land
This is cactus land
Here the stone images
Are raised, here they receive
The supplication of a dead man’s hand
Under the twinkle of a fading star

Rayless, and pathless, and the icy Earth
Swung blindly and blackening in the moonless air;
Morn came and went — and came, and brought no day,
And men forgot their passions in the dread
Of this desolation; and all hearts
Were chill’d into a selfish prayer for light

Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing
Doubting, dreaming dreams no mortal dared to dream before.
But the silence was unbroken, and the darkness gave no token
And the only word there spoken was the whispered word, “Lenore!”
This I whispered, and an echo murmured back the word, “Lenore!”
Merely this and nothing more.


SIGINT e COMSEC – Protegendo as comunicações

14 março, 2009

SIGINT, abreviatura de signals intelligence, é o termo inglês usado para descrever a atividade de coleta de informações ou inteligência através da interceptação de sinais de comunicações entre pessoas ou máquinas. [Wikipédia]

Seguindo os moldes do artigo sobre OSINT, uma pequena introdução sobre outra modalidade de inteligência, a SIGINT. Para os que não conhecem o conceito de inteligência, é recomendada a leitura do artigo citado acima.

Um pequeno histórico

Talvez um dos exemplos mais famosos de SIGINT seja o Projeto Venona, mesmo tendo sido um segredo completo. Antes de sua exposição no livro Spycatcher, do ex-oficial de inteligência britânico Peter Wright, sua existência era conhecida apenas por um grupo extremamente minoritário, sendo que nem que o presidente americano Harry Truman (1945–1953) sabia diretamente o que estava acontecendo. Sua importância não foi pequena: Foi ele que possibilitou a descoberta de um dos membos do grupo Cambridge Five[1], Donald Maclean.

Um outro caso menos conhecido ocorreu durante a Guerra das Falklands/Malvinas, com os esforços conjuntos britânicos e americanos. Segundo o diário de um oficial britânico no submarino nuclear HMS Conqueror, a interceptação das comunicações argentinas foi “impressionante, de fato e sem ela nós nunca poderíamos ter feito o que fizemos. Nós conseguimos interceptar boa parte, se não foram todas as transmissões do inimigo.” Segundo Ed Ketter, o valor dessas interceptações era tão alto que compensava mais não bombardear o quartel-general argentino para não perder essa fonte.

COMSEC

COMSEC, ou communications security (segurança de comunicações) são as medidas tomadas para garantir a autenticidade das comunicações e evitar que elas sejam disponibilizadas para pessoas não-autorizadas. É visível a necessidade de COMSEC não só em meios militares, como também nas relações interpessoais, como mostra o princípio constitucional da inviolabilidade do sigilo postal, embora com salvaguardas para proteger o Estado:

XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; [Constituição da República Federativa do Brasil]

O desenvolvimento da idéia de COMSEC começou realmente a partir da Segunda Guerra Mundial, quando foi descoberto em um laboratório da companhia americana Bell, quando um pesquisador notou que cada vez que a máquina de teletipo (um equipamento parecido com uma máquina de escrever, mas com funcionamento eletroeletrônico) era usada, apareciam interferências em um osciloscópio distante. O real problema era o fato de que esta máquina era utilizada para criptografar mensagens, e somente com estas interferências era possível interceptar todo o texto da mensagem sem criptografia.

A partir desta data, uma séria pesquisa para descobrir os motivos desta interceptação e como seria possível bloqueá-la. Em cerca de seis meses, a Bell determinou três principais precauções:

  1. Blindagem eletromagnética, para evitar irradiações;
  2. Filtragem de sinais transmitidos;
  3. Mascarar os sinais.

Porém, as medidas necessárias para proteção praticamente inviabilizavam o uso dos teletipos em campo, o que levou a medidas mais diretas, como controlar e vigiar a zona a cerca de 30 metros dos aparelhos.

Após a guerra, boa parte dessa pesquisa foi abandonada e perdida, só voltando na década de 50, dessa vez sob as rédeas da NSA (National Security Agency, Agência de Segurança Nacional), agência americana especialista em SIGINT.

Hoje em dia, COMSEC é uma preocupação exclusivamente militar, mesmo tendo profundas implicações na vida privada. Segundo Martin Vuagnoux e Sylvain Pasini, dois pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne, é possível capturar todos os dados digitados em teclados normais de computador com equipamento específico. Um maior desenvolvimento e redução de custos nesta área traz consequências fortíssimas, como a possibilidade de capturar senhas em caixas eletrônicos. Desconsiderar estes fatores hoje em dia é simplesmente negar toda a idéia de segurança e privacidade.

[1]Cambridge Five foi um grupo de espiões soviéticos no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial e o início da década de 50.

Bibliografia e referências:
Markus G. Kuhn e Ross J. Anderson: Soft Tempest: Hidden Data Transmission Using Electromagnetic Emanations
NSA: A History of U.S. Communications Security (Volumes I and II); the David G. Boak Lectures, National Security Agency, 1973
NSA: TEMPEST: A Signal Problem


Self-induced caffeine quixotesque delirium

25 janeiro, 2009

Is there a word for going to you traditional place,
order your favorite dish,
receive a different one
and like it better?

Is there a word for leaving all that you have behind
for a journey with a stranger,
which ends up being a scam?

Is there a word for the situation where
you are sure that everything will go wrong,
but everything happens in the opposite way,
although you don’t notice it?

Is there a word for being stalked three hours
by someone who ends up being a childhood friend?

Is there a word for the feeling of having nostalgia
of a past love and searching for it every day,
until discovering that it didn’t exist?

Is there a word for caring,
worrying for a person,
doing everything while
thinking about this person,
during all your life,
without ever imagining that could be
alternatives,
while this isn’t reciprocal?

Love.


Homenagem à Sandman, pela inspiração.
Ódio ao WordPress.com, por matar a formatação.


Sonnet.

24 janeiro, 2009

Any sense of precision
lost between the days
lost within the life
couldn’t be important, no.

Why would you have a vision?
Why see through the maze?
You just need a lie
and faith to follow the flow.

One day, we’ll understand
everything but it will
be only for one day.

After this, no memories
will exist, nothing more.
Or that was the meaning?


XKCDish 3

24 janeiro, 2009

Preciso parar, eu sei.

XKCDish 3 layered down


O Mundo Tropical contra a produção leiteira

18 janeiro, 2009

A indústria do agronegócio brasileiro é uma das mais promissoras em todo o país, com capacidade de crescimento e implantação de novas tecnologias, para aumento e melhora da produção. O PIB de nosso país tem uma considerável contribuição do setor agropecuário. Tanto a produção agrícola como a pecuária, com destaque para a criação bovina de forma extensiva, tem papel fundamental para a subsistência de inúmeras famílias em nosso país. De acordo com dados da Embrapa de 2007, o Brasil é o sexto maior produtor de leite no mundo, com 4,5% da produção mundial, atrás de Estados Unidos, Índia, China, Rússia e Alemanha. Além disso, é um dos maiores produtores de arroz, soja e o maior exportador de carne bovina, muito a frente de qualquer outro país.

Em 2008, a produção de leite nacional ficou em torno de 19,6 bilhões de litros, sendo que, apenas no primeiro semestre, mais de 220 milhões de litros foram destinados a exportação. A produção, entretanto, não se apresenta uniforme durante todos os períodos do ano, apresentando consideráveis variações durante as estações do ano. No Brasil, o período entre junho e setembro apresenta-se como o mais produtivo para o mercado leiteiro, já que as médias de produção de algumas raças chega a aumentar 35%. Em países do Hemisfério Norte, entretanto, a variação ocorrida é menos brusca.

Se analisarmos a porcentagem média de concepção por cada mês do ano, também temos valores mais altos nos meses de mais frio e menor umidade do ano. No verão, a taxas chegam a cair quase pela metade, em situações mais extremas (Tatcher, 1984). Aliado a isso, as taxas de perdas gestacionais crescem 10% no período quente. Além da temperatura e da umidade, outros fatores como a radiação solar, o grau de nebulosidade, os ventos e a pluviosidade também exercem influência na produção (Nãas, 1989). Financeiramente, portanto, os meses mais quentes e úmidos do ano representam prejuízos não somente para a produção (curto prazo), mas também para os índices de reprodução (longo prazo).

Os animais bovinos são homeotermos, ou seja, mantém a temperatura corporal (assim como seres humanos); temperatura esta que gira em torno de 39ºC, e não 36,5, como em humanos. Para manter a temperatura, é necessário dissipar calor por diversas maneiras, como respiração, transpiração, irradiação, condução e convecção. Caso o animal não consiga dissipar o calor necessário para sua termorregulação, tem-se uma situação de stress térmico (West, 1999). Todo animal possui uma temperatura ótima para funcionamento de seu organismo, a chamada Zona de Conforto Térmico (ZCT). Para as raças bovinas européias (Bos taurus), bastante comuns no Brasil, a temperatura fica entre 0 e 16ºC. Já para raças zebuínas (Bos indicus), tipicamente indianas, ZCT fica entre 10 e 27ºC. (Pereira, 2005). Observa-se, portanto, que a zona de conforto para os animais em clima tropical está um tanto distante das temperaturas registradas.

Matematicamente falando, existe um índice para calcular os efeitos do clima sobre as vacas em produção. O chamado Índice de Tolerância ao Calor (ITC) (Baccari Jr., 1986) calcula a resistência dos animais diante condições climáticas mais quentes do que a média, variando para cada raça. O Brasil, como um país predominantemente tropical, com grande parte do território apresentando médias de temperatura superiores a 23ºC, sofre bastante com o efeito do clima. No verão, as médias de temperatura passam facilmente de 25ºC, chegando a atingir 27ºC, em regiões mais quentes. Calculando no ITC, no verão, o índice aponta situações de alerta, acima do ponto crítico. Já no inverno, as temperaturas mais amenas, a menor umidade e níveis mais baixos de radiação apontam situações de baixo stress térmico, raramente chegando a níveis críticos (Du Preez, 1990).

O chamado stress térmico gera uma série de reações involuntárias que acabam prejudicando o bom funcionamento do organismo do animal. Fora da ZCT, ocorre um aumento da circulação nas zonas periféricas, vaso-dilatação, aumento das frequências cardíaca e respiratória, além de maior sudação. Tudo isso acaba gerando uma queda metabólica, redução do consumo de alimentos e aumento no consumo de água (Armstrong, 2004).

Um dos principais efeitos do stress térmico no metabolismo bovino é a desregulação hormonal. Submetidas a situações climáticas fora do adequado, as vacas sofrem uma diminuição no nível de Estradiol e um aumento no nível de Progesterona (Guzeloglu, 2001). A pequena mudança sofrida acaba sendo suficiente para que haja uma desregulação das condições ótimas para concepção.

Por fim, para amenizar os efeitos do stress térmico (e consequentemente perdas financeiras), há diversas alternativas, muitas delas simples, que podem gerar uma sensível melhora. A construção de instalações com maior disponibilidade de sombra e boa ventilação (em alguns casos, o uso de ventiladores especiais é adequado) pode representar um investimento alto, porém com resultados garantidos e comprovados. Uma pequena diminuição no stress térmico pode ser indicador de grandes diferenças no aspecto econômico.

Referências Bibliográficas

ARAUJO, A.A. Efeitos do Estresse Térmico Sobre a Reprodução de Fêmeas Bovinas. FAVET – UECE

ARMSTRONG, D.V. Heat stress interaction with shade and cooling. Journal of Dairy Science, v.77, p.2044-2050, 1994.

BACCARI Jr., F. Métodos e técnicas de avaliação da adaptabilidade dos animais nos trópicos. Fundação Cargill, In: XI Semana de Zootecnia, Anais, Pirassununga/SP, 1986, p.53-64.

DU PREEZ, J.H.; GIESECKE, W.H.; HATTING, P.J. Heat stress in dairy cattle under Southern African conditions. II. Identifications of areas of potential heat stress in dairy heat stress summer by means of observed true and predicted temperature- humidity index mean values, Journal of Veterinary Research, v.57, n.3, p.183-187, 1990b.

NÃÃS, I.A. Princípios de conforto térmico na produção animal. São Paulo:Ícone, 1989. 183p.

WEST, J.W. Nutritional strategies for managing the heat-stressed dairy cow. Journal of Dairy Science, v.82, p.21-35, supplement 2, 1999.

Led Zeppelin – Black Dog


Sobre a Assexualidade

17 janeiro, 2009

Entre o final da década de 1940 e o começo da década de 1950, Alfred Kinsey, tido como o pai da sexologia (campo de estudos de nossa atual Ministra do Turismo), fez uma extensa pesquisa sobre os hábitos sexuais da população americana, que culminou na publicação de Sexual Behavior in the Human Male ( 1948 ) e Sexual Behavior in the Human Female (1953), obras que, por terem catalisado uma reflexão ampla sobre o sexo, contribuíram para tornar socialmente aceitáveis certas práticas sexuais tidas anteriormente como “anormais”.

Durante sua pesquisa, Kinsey criou uma escala para quantificar a opção sexual dos entrevistados em algum ponto entre 0 (completamente heterossexual) e 6 (completamente homossexual). Porém, uma porcentagem dos entrevistados não se encaixava em nenhum ponto dessa escala – ou seja, não possuíam “contatos ou reações sócio-sexuais.” Esses indivíduos recebiam uma classificação especial como “X”, mas o estudo de Kinsey sobre o tópico parou por aí.

O tema da assexualidade só seria novamente abordado em 1977,  em Asexual and Autoerotic Women: Two Invisible Groups. Em tal paper, a autora faz uma diferenciação entre mulheres autoeróticas (que se masturbam, porém não possuem desejo por sexo) e mulheres assexuadas (que, além de não possuírem desejo sexual, também não possuem impulso por masturbação) – atualmente, ambos os grupos são considerados “assexuais”. Desde então, várias pesquisas foram feitas sobre a assexualidade.

Terminada a introdução histórica, podemos partir para uma definição do que seria a assexualidade (Apesar de o nome ser praticamente auto-explicativo.) Assexual é a pessoa que não sente atração sexual, seja por pessoas de mesmo sexo ou pessoas de outro sexo. Tendo feito a obrigatória definição, restam alguns pontos a ser clarificados:

Assexualidade não é a mesma coisa que celibato. O celibatário é alguém que se abstém da atividade sexual, seja por vontade própria (como no caso de alguém que assume um voto de castidade), seja por outros fatores. Já a pessoa assexual não sente vontade de fazer sexo, o que inclui tanto pessoas que abominam a idéia de relações sexuais quanto aquelas que simplesmente são indiferentes a estas.

Assexualidade não impede a pessoa de desejar relacionamentos. Normalmente, o comportamento assexual é algo que vem da própria pessoa – ela simplesmente não sente atração sexual por outras, o que não a impede de formar vínculos afetivos com outras pessoas. On the other hand, a incapacidade de formar vínculos afetivos com outras pessoas também não é um indício de assexualidade: o filósofo Wittgenstein, tido como um exemplo de portador da síndrome de Asperger, teve vários affairs homossexuais. A única diferença entre os relacionamentos de assexuais e o de pessoas “normais” é que aquelas se focarão nos aspectos não-eróticos da relação: proximidade, comunicação e todas aquelas outras coisas que o pensamento hetero-normativo em culturas latinas rotularia como baitolice.

Assexualidade não implica ausência de excitação: Apesar de assexuais não sentirem impulso por sexo, alguns experimentam excitações ocasionais. Porém, no caso de assexuais, isso não costuma estar associado ao desejo sexual, sendo puramente biológico. Além disso, não é algo que ocorra com todos os que são identificados como assexuais, como é visível pela divisão inicial entre assexuais e autoeróticos.

Assexualidade não é doença (normalmente): Em condições normais, a assexualidade não é oriunda de condições médicas. Porém, em alguns casos, a perda do impulso sexual pode ser oriunda de condições clínicas mais profundas. Além disso, quando o caráter assexual de uma pessoa interfere no seu relacionamento com uma pessoa *-sexual, isso é classificado como Desordem de Desejo Sexual Hipoativo, considerada como uma desordem mental pelo DSM-IV.

Uma vez que a maior parte dos estudos quantitativos costuma ser superficial, dividindo a população em heterossexuais e GLBT (ou seja lá qual for o acrônimo da semana), tem-se a impressão de que a assexualidade é um fenômeno raro; dessa forma, muitos assexuais acabam sofrendo um preconceito até mesmo maior do que aquele dirigido a homossexuais e bissexuais.

Porém, os poucos estudos especificamente voltados para o fenômeno da assexualidade parecem indicar que o fenômeno é muito mais comum do que se pensa. Com base em uma pesquisa feita na Inglaterra, Anthony F. Bogaert estimou que cerca de 1.05% da população é assexual, índice muito próximo ao de pessoas homossexuais. Pouco depois, Prause e Graham traçaram um perfil do “assexual médio”, com base em questionários-padrão; sua pesquisa apresentou uma proporção maior de assexuais, mas isso pode se dever ao espaço amostral menor (18.000 no estudo de Bogaert, 1.146 no estudo de Prause e Graham.)

O número de pessoas que se declaram assexuais cresceu com o advento da internet. O surgimento de sites como o da ASEN (Asexual Visibility and Education Network) proporcionou aos assexuais aquilo que os homossexuais e bissexuais já tinham há algum (pouco) tempo: uma comunidade que os ajude a “sair do armário”, um meio em que encontrem pessoas que não vão as hostilizar por conta de sua opção com relação ao sexo. Com isso, a tendência é que a porcentagem da população que se declara assexual cresça e ganhe destaque.

A assexualidade é um “fenômeno” relativamente comum, mas pouco estudado pelos pesquisadores ao redor do mundo. Porém, com o aumento do interesse da academia sobre o tópico e o aumento do número de pessoas que se consideram assexuais, espera-se obter um melhor entendimento sobre o assunto, aumentando a compreensão que temos sobre a sexualidade humana.

Bibliografia:

-BOGAERT, Anthony F.: Asexuality: prevalence and associated factors in a national probability sample,  Journal of Sex Research, August 2004.

-PRAUSE, Nicole & GRAHAM, Cynthia A.: Asexuality: Classification and Characterization, Kinsey Institute, 2007.

-ASEN (Asexual Visibility and Education Network): http://www.asexuality.org

-Research on Asexuality in Asexual Explorations: http://asexystuff.blogspot.com/2008/10/research-on-asexuality.html



Revelações

7 janeiro, 2009
Auto-explicativa

Auto-explicativa

O Blog vai, volta, e os autores se revelam.