Diário de bordo: SiNUS - Brasília pt. I

Ausente por alguns dias, cá estou eu novamente. Como havia dito alguns posts atrás, fui fazer uma visita para o presidente, tomar uma cachaça um cafezinho com ele e aproveitar para simular um bucadin. Assim, escreverei em partes um diário de bordo sobre minha ida à capital nacional.

Meu vôo foi quarta-feira, saindo 17:25 de Guarulhos, escala em Goiânia e 20:10 em Brasília. Saímos atrasados, escala rápida em Goiânia e alguns minutos depois estava em Brasília (não deu nem tempo de dormir entre a escala e a chegada). Ao pousar na capital, já pude ver os problemas brasileiros. Achei que não passaria por tal sofrimento na terra dos manda-chuvas brasileiros, mas foi até pior que o normal. Desembarquei e dei de cara com um aeroporto bonito, moderno. Parei ao lado da esteira para pegar minha mala despachada e ali fiquei um bom tempo. Cansei de ver pelo vidro tratores passando para esteiras ao lado, com montanhas de malas. Após aguardar um bom tempo (algo em torno de 30 minutos) e ver várias malas passarem, menos a minha, fui buscar informações com alguém da TAM. Demorei para encontrar alguém responsável e ao encontrar obtive a resposta “aguarde que sua mala já chega” (isso porque estava de terno. Não que isso mude muito, mas impõe um pouco de respeito, mesmo com minha cara de criança).

O relógio do aeroporto andava e lá estava eu ao lado da esteira vendo malas passarem por mim e nada da minha. Após aguardar algo em torno de 50 minutos, pude tê-la novamente em minha posse. Apesar de bastante emputecido, estava muito mais interessado em conhecer Brasília e simular do que ficar me lamentando o ocorrido. Após aguardar um pouco a chegada de minha amiga, que ficara presa no trânsito, saímos por Brasília (de acordo com conhecidos de lá, a justificativa do aeroporto estar lotado é que, em véspora de feriado, o lema é “apague a luz antes de sair”). Fora esses problemas logísticos de uma cidade que fora planejada para ter menos carros do que tem hoje, fomos em busca de um lugar para comer. Enquanto rodávamos a cidade, me divertia no carro, principalmente pelo fato de que havia um paulista-interiorano (eu), uma carioca e dois brasilienses no carro. Aeroporrrrto (com erre caipira) ou aeropuorto (com erre carioca)? Discussões inúteis a parte, a cidade pareceu-me muito divertida, mesmo com a falta de prédios próximos, pareceu-me moderna e interessante (pensamento que conclui-se correto, mais tarde).

Fomos a uma pizzaria (não farei propagandas aqui). Achei algo fantástico o fato de a área próxima possuir várias vagas de estacionamento e muitos bares/restaurantes, mesmo não sendo um shopping. Para os paulistas, algo próximo a pseudo-galerias abertas, só que apenas de estabelecimentos relacionados a alimentação. Tudo pareceu-me, de certo modo, calmo. Ruas tranqüilas, sem muita gente. A pizzaria era boa, mas comprovei algo que tinha me falado antes de ir: tudo era bastante caro. Depois descobri que aquela era uma das mais caras da cidade, mas mesmo assim, R$3,50 numa lata de refrigerante numa pizzaria  é bem assalto caro.

Depois disso, cheguei ao apartamento de minha amiga, onde me hospedaria na cidade. Já era começo de madrugada quando apareci por lá. Um breve resumo da chegada e estava eu dormindo, cansado já no primeiro dia. Brasília parecia ser excelente. Assim termino a primeira parte.

Apenas para constar, ví meu Palmeiras campeão depois de tanto tempo. Pude comemorar quase que solitário, em meio a vários flamenguistas, no aeroporto de Brasília, quando voltava.

Deixe um comentário