Ou pelo menos pensei que fosse. Eu queria ter um tigre comigo.
Hem, hem. Depois da seriedade de The Son of Nothing, vem algo mais descontraído, o prometido (a quem, diabos?) post sobre o garoto de seis anos mais popular (não, não é o Cebolinha) do mundo (creio eu), nosso querido amado e idolatrado… Calvin!
“Certo, preguiça de clicar no link. Quem diabos é Calvin então?”
Creio que vocês, leitores, já devem ter lido jornal. Sonhar nunca é demais. Qualquer coisa o link está acima.
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Este é nosso amigo Calvin.
Se ainda não o conhecem, recomendo “O Mundo é Mágico”, lançado no Brasil pela Conrad neste ano (2007).
Era para ser um review. Oh. Bem, descontração, descontração, temos que fingir seriedade.
Hem, hem. Calvin e Haroldo (Calvin and Hobbes no original) são uma dupla extremamente surpreendente e animada, composta por um garoto de seis longos anos de vida (embora suas histórias tenham durado dez anos) e um tigre antropomorfizado irônico e cardosístico, de uma existência duvidosa e comentários levemente apimentados demonstrando sua hesitação em relação a nossa querida e gloriosa humanidade.
Não há muitas palavras para descrever cenas como:
Calvin: Eu tinha três anos nesta foto. Olha esse sorriso!
Calvin: Ah, a arrogância da juventude! Aos três anos, eu achava que sabia tudo.
Haroldo: E vofê explefava todo efe conhefimento favendo afim.
Calvin: Hoje, a experiência de toda uma vida me deixou amargo e cético.
Críticas à sociedade moderno de consumo (oh, que termo comunista!) com sua variedade insuportavelmente grande, telemarketing e até à arte:
Calvin: A arte não é uma questão de idéias. É uma questão de estilo.
Calvin: O ponto mais crucial ao optar por uma carreira é escolher um bom “ismo”, para todos poderem rotular você sem entender sua obra.
Haroldo: Você faz desenhos bobos na calçada.
Calvin: Isso. Sou um pós-modernista suburbano.
Haroldo: E quem não é?
Calvin: Eu ia ser um neo-desconstrutivista, mas minha mãe não ia deixar.
E mais oito quadrinhos em sequência abordando o tema. É definitivamente essencial para fãs de quadrinhos, críticas, ou qualquer pessoa que simplesmente queira se divertir um pouco.
Obs: É recomendável que não trate este livro como infantil. Um do maiores sofrimentos das comics é exatamente essa abordagem de “infantil” adotada várias vezes, embora tenhamos Sandman, Watchmen, Stardust, Preacher, entre outros, para demonstrar o lado maturo dos quadrinhos.
Creio que custou R$30~~40, com 172 páginas (incluindo as quatro capas) e com várias histórias em cores (as de domingo), papel de qualidade exemplar e formato grande (não sei o nome), parecido com 300, mas menor (algo como um caderno de desenho, talvez pouco mais que uma sulfite virada). Nenhum erro foi avistado durante a leitura, assim como também nenhuma história ruim. Mas isto pode ser apenas talvez fanboyzice.
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