Às Astúrias, o esquecimento.

Vinte-e-dois de Agosto de 1069

É triste ver que nestas terras não há paz mesmo entre os bons seguidores da fé cristã. Enquanto escrevo estas notícias, assisto no horizonte um confronto entre irmãos, Sancho, rei de Castela, e Alfonso, rei de Leão, com o adicional de mouros espalhando o caos e o sangue. E assim ocorre a unificação forçada, com o fratricídio impune, com os pecados sendo ignorados e os infiéis poupados por uma mera mostra de poder: Poder que talvez seja incapaz de no futuro proteger a terra e a dignidade ibérica.
Ouvi dizer que agora os espanhóis estão sendo governados por três Sanchos:

  • Sancho Jimenez I, O Fratricida, rei de Leão e Castela;
  • Sancho Jimenez II, O Tolo, rei de Navarra;
  • Sancho Jimenez III, O Falso, rei de Aragão.

Porém, isso está distante da verdade: O Reino de Aragão foi reduzido à Jaca, terreno montanhoso e pobre, enquanto o duque de Barcelona lida com o Emirado de Saragoça sozinho. Será que a Reconquista um dia terá fim? Se não nos mexermos, talvez nunca! Vou propor ao duque uma invasão à Zaragosa, só Deus sabe quais serão os resultados.

Vinte-e-dois de Agosto de 1071

Dois anos depois de minha última carta e os pecados ainda afloram. Desta vez, Sancho I, cansado de esperar seu irmão Garcia morrer para herdar o ducado da Galiza, tomou outra vez a rota violenta. Ainda espero pelo cruel desfecho que virá.
Meus conselhos ao grande Nuno foram funcionaram, agora temos três territórios a mais, Calatayud, Lérida e Almansa, além de termos ajudado para acabar com o Emirado de Saragoça e termos tomado Almansa do poderoso emir de Maiorca. Meus próximos objetivos serão tomar Lisboa, Évora e Alcácer do Sal, todas do Emirado de Badajoz. Precisamos focar numa expansão ao sul, o mais rápido possível, pois adquirir mais territórios distantes só faz um mal para o nosso grandioso ducado.
Em decorrência da longa campanha, nossos cofres estão mais vazios do que nunca, com uma grande dívida, que, se permanecermos em paz, só poderemos liquidar em três anos.
Vou tentar enviar tropas para proteger os galegos, embora lutar contra Leão seja suicídio certo. A esposa de Brás está aterrorizada, não consegue nem avisar para suas duas filhas da maldade que se passa a norte. É nesta que terra que realmente quero viver?

Pelas tristes mãos de Fernando Pires, marechal do Ducado de Porto.

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