Norte ou Sul, Morte ou Rum.

Vinte-e-nove de Outubro de 1073

Tédio! Não há palavra melhor para descrever o sentimento de um marechal durante longos tempos de paz e reconstrução, onde ainda há uma dívida que impede a verdadeira expansão, correta, militar, sobre infiéis. Entretanto, vários fatos de cunho político-militar fora de meu alcance ocorreram, como a incorporação em Cinco de Fevereiro do Ducado de Galiza ao Reino de Leão e Castela (após um cerco de cerca de sete meses) e outro expansão de outro Sancho, desta vez o II, rei de Navarra, que invadiu e depôs seu homônimo do Reino de Aragão, em mais movimento de centralização dentro da Ibéria, que agora pertence a quatro cristãos: Nuno de Portugal, Sanchos I e II e Jaume de Barcelona, uma pobre criança de cinco anos de idade, com altas chances de sofrer um “acidente”, visto que seu pai adotivo é o próximo na linha sucessória.
Talvez isso fortaleça a ilha contra os que vem do sul, talvez estejamos decretando o fim da cristandade.
Parece que vejo fogo; escrevo de um torneio local, e Garcia Jimenez acaba de soltar os mais secretos insultos publicamente contra meu soberano! Uma guerra agora? Só o futuro sabe, só o futuro sabe.

Oito de Agosto de 1074

Avaliei muitíssimo mal o Grande Nuno. Ao invés de ser um herege e invadir seu vizinho do norte, ele traçou um rápido plano de ataque à Évora, extremamente bem-sucedido, como pode-se ver, conquista total do objetivo em menos de um ano. Um grupamento de quase cinco milhares mobilizou em tempo fantástico, tomando a província rapidamente e negociando a paz com o Emir responsável, que, de fato, é um dos piores comandantes militares da região. Momentos antes de a paz ser assinada, um exército de Badajoz se aproximava, com tamanho superior ao nosso, mas graças à proeza militar de nosso líder, intimidamos de um modo tão grande os malditos que nem pensaram duas vezes ao se render em superioridade numérica.
Formaremos o Glorioso Reino Portucalense sobre as carcaças bérberes, temos a Fé como guia na vanguarda da Reconquista! Viva o Valoroso Duque Nuno de Portugal!
Uma consequência triste da invasão, no entanto, foi a cegueira de Brás, porém seu talento militar não diminuiu grandemente, sendo um estrategista ainda memorável, como provou durante o cerco. Rezo para que consiga um filho homem ainda, entretanto, para carregar o grandioso legado familiar.

Das vitoriosas mãos de Fernando Pires, marechal do Grande Ducado do Porto.

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