Por que Napoleão perdeu? Parte um

Como futuro representante do Reino de Portugal no Congresso de Viena, tenho pesquisado e refletido sobre a Era napoleônica, ou seja, os cerca de vinte anos em que o destino do continente europeu foi moldado pela vontade de um audacioso corso. Então, para roubar o título do Murilo de único autor que termina séries, decidi escrever um pouco.

Inúmeros filmes, teses acadêmicas e livros – tanto de ficção como não-ficção – foram dedicados ao impacto de Napoleão na história. Gênio militar, legislador, as facetas de Bonaparte são extensas demais para serem abordadas em qualquer texto ou obra.

Meus objetivos, no entanto, são bem menos ambiciosos. Quero apenas abordar um pouco o seu retorno ao poder, encerrado na lendária Batalha de Waterloo. Diversas teses foram formuladas sobre o quase milagroso regresso e a campanha militar que se seguiu.

Após a Batalha das Nações, o maior embate militar até a Primeira , os exércitos franceses estavam derrotados, incapazes de impedir o avanço da Sexta Coalizão. Mesmo que Napoleão tenha montado uma nova força militar e a liderado de forma magistral durante a Campanha dos Seis Dias, ele foi derrotado e exilado na ilha de Elba.

O cárcere não durou muito tempo. Após alguns meses, o Imperador retornou à França continental e, com o apoio de suas antigas tropas e de vários de seus marechais, expulsou o rei Luís XVIII, governante da recém-restaurada dinastia de Bourbon.

Quando retornou ao poder, no período marcado pela história como les Cent Jours, Bonaparte encontrou uma situação complicada. O exército francês havia se reduzido a duzentos mil homens, parte deles guarnecendo as fronteiras. E, unidos contra as forças napoleônicas, os aliados da Sétima Coalizão dispunham de mais de meio milhão de soldados.

No entanto, a maior parte dessas forças havia sido desmobilizada, enquanto o Congresso de Viena decidia os rumos da Europa; apenas as forças anglo-holandesas e as prussianas estavam suficientemente próximas. Ciente disso, Napoleão decidiu enfrentar cada exército separadamente, para derrotar seus oponentes antes que estes se juntassem em um exército grande demais.

Por mais que eu goste do assunto, não tratarei da campanha militar em si, das batalhas de Ligny, Quatre-Bras, Waterloo e Ligny; os detalhes podem ser encontrados em qualquer livro bom sobre o tema. Focar-me-ei na análise dos motivos que provocaram a derrocada final de Napoleão.

(Continua…dessa vez é sério)

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