Amigos

Meu caro amigo, me perdoe por favor
Se não lhe faço uma visita…

Por mim, existem três coisas sem as quais não dá para ser feliz de jeito nenhum: um estômago, um cérebro e bons amigos. Até o fígado dá pra dispensar, vai (vão discordar de mim até a morte), mas esses três, de jeito nenhum. O estômago e o cérebro por razões óbvias.

Os amigos, simplesmente, por serem a única coisa que nos garante que estamos num lugar que vale a pena ou, na pior das hipóteses, que ainda é suportável.

Isso porque amigos vão e vêm, passam, voltam, continuam, mas sempre temos algum. Alguém que nos agüenta, alguém com quem podemos desabafar.

Alguém que nos faz sentir alguém, contra tudo o que digam os outros. Alguém com quem conversar a qualquer momento (ou apenas que, nos momentos disponíveis, fazem cada palavra valer por qualquer eternidade que vivamos).

Amigos nos fazem, por muitas vezes, refletir. Quando têm algum problema, quando nos pedem algo em troca de tudo aquilo que cobramos tantas vezes. Quando choram escondidos, quando nos pedem segredo, quando nos pedem alguma honestidade e sinceridade. Amigos, ao contrário do que dizem muitos textos, não são apenas apoio. Também nos cobram, também buscam algo em troca da amizade.

Bons amigos não aparecem do nada, como (… Como… Droga. Ah, já sei) a notícia da morte da Dercy. Custam um mínimo de cara-de-pau, um tanto de simpatia e interesses em comum e, por vezes, por que não, muita e muita sorte e tentativas. De ambos.

Amigos não são estáticos, como já disse. Alguns vão para que entrem outros. Alguns, de amigos-conhecidos viram ótimos amigos. Outros, o contrário ou, na pior das hipóteses, viram cunhados e vão assaltar a sua geladeira nos fins de semana. Algumas amigas (colocar no masculino ia dar idéia de ser texto do russo) ainda se tornam algo mais: namoradas, esposas. Os melhores relacionamentos são amizades, ainda assim. Não se pode namorar alguém que não se conheça muito bem, que não saiba agir como amiga (again) nas horas certas. Torna-se algo frágil e, muitas vezes, até desagradável, o relacionamento.

Amigos também brigam, se desentendem. Por qualquer razão, aliás. Por qualquer desacordo, podem brigar, mesmo os melhores amigos. Mas bons amigos sabem quando parar ou quando ceder. E, se não souberem, ao menos sabem olhar nos olhos e pedirem desculpas. Em último caso, sabem mandar indiretamente o recado.

Amigos também não trazem apenas coisas boas ou prazerosas. Eles nos decepcionam, nos desapontam. Sem querer, provavelmente. Mas amigos também são humanos: também sentem raiva e podem muito bem descarregá-la no primeiro alvo disponível. Cabe a nós apenas entender. É o que faria um amigo.

Passem bem o dia do amigo, pessoas.

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