De heróis e vilões, pt. 1

Sabem, um dia eu gostei dos heróis. Alguma parte inocente de mim achava que o fato de eles fazerem tão bem o bem era digno de real admiração, e eles eram meus favoritos. Aliás, até pouco tempo atrás, coisa de pouquíssimos anos, eles ainda eram meus favoritos.

Aliás, a princípio, era esse mesmo o propósito dos heróis: causar admiração. Eram sempre bons, ideais, perfeitos. Eram invencíveis, claro. Não tinham obsessões, apenas a justiça. Nunca era preciso nenhum contratempo para que salvassem o dia. A priori eles causavam admiração e ganharam grande afinidade dos leitores de quadrinhos.

Os vilões, por outro lado, eram o exato oposto: deveriam causar ódio e, em geral, se assemelhavam a algo que era socialmente combatido na época: russos ou americanos, dependendo do lugar; monstros que representavam algum mal; mafiosos; criminosos em geral; corruptos, etc. Eram, basicamente, uma visão do que a sociedade detestava, e não tinham qualquer característica especial além de obedecer isso da forma mais estúpida possível.

Com o tempo, porém, essas características foram mudando. A começar pelos heróis, que deixaram de ser invencíveis e passaram a fazer sucesso em edições especiais que apresentam suas mortes. Fraquezas humanas foram aparecendo, eles começaram a perder batalhas. Psicologicamente, deixaram de ser perfeitos e ideais, e se tornaram mais suscetíveis a dilemas humanos. Passaram a perder coisas, em troca de salvarem o dia (pelo menos isso. Mas se deixarem de salvar o dia, até a graça perdem). Por mim, melhoraram assim.

Os vilões também. Não deixaram de ser maus (aliás, alguns ficaram até piores), não, mas ficaram absolutamente melhores. Também ganharam características um tanto mais humanas, deixaram de ser simplesmente o estereótipo do mal e do “vou destruir a Terra sem razão aparente”, “vou dominar o mundo” ou “vou te matar por ter quebrado minha unha naquele verão”. Alguns ainda têm um estereótipo bem definido, sim, mas são estereótipos humanos. É o estereótipo do louco, é o estereótipo do obcecado. São vilões absolutamente mais humanos e, portanto, mais divertidos, mais realistas.

Em um próximo post, falo mais sobre o assunto, para não fazer algo extenso demais. Também não deve demorar muito, não se preocupem.

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10 respostas para De heróis e vilões, pt. 1

  1. Boa idéia. Aliás, vou exercer meu direito de trabalhador (mal)assalariado e entrar em greve. Quero 900% de aumento, incluindo uma taxa por periculosidade no serviço.

  2. Se não fosse 0, não pediria 900%… Pediria uns 4300%, para equilibrar com os 0,12% que ofereceriam…

  3. “De onde você tirou isso, Batman?”
    “Deixa de ser engraçadinho, Robin. É óbvio que foi do cu.”

  4. Ludovico DeLarge disse:

    Trabalhar com o Dust é perigoso [2]
    Se todo mundo vai ter aumento, também quero o meu. Preço dos alimentos tá subindo, então cada dia que passa eu to mais na merda. Lançar campanha “Ajude um autor do Tecbel a sobreviver”.

  5. Não tou trabalhando mas quero um aumento na minha pensão.
    Tenho de pagar o leite das crianças (que ainda hão de vir).

  6. Jake Dust disse:

    Por isso que o tecbelico irá investir em ouro. E trabalhar com o SLAWTER é perigoso, olhe o nick dele.

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