Uma visão racional da Guerra: A abordagem de Clausewitz

11 julho, 2008

Há algum tempo, tratei sobre a modelagem jominiana da guerra, uma primeira tentativa de descrever esta por meio de princípios universais. O trabalho de Jomini nesse sentido iniciou-se já em 1804, o que lhe rendeu a atenção do Marechal Ney e mesmo do próprio Bonaparte. No entanto, antes que sua magnum opus, o Précis de l’Art de la Guerre, fosse publicada, surgiu uma outra teoria da guerra, que, ao contrário da visão conciliadora de Jomini, era vastamente diferente do senso formado. Seu autor era o general prussiano Carl von Clausewitz.

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Quis custodies ipsos custodiet?

24 abril, 2008

A frase do título foi a primeira que me veio à cabeça com um problema que me ocorreu hoje, mas no seguinte sentido: quem corrige os corretores de texto?

É muito comum encontrarmos erros em textos publicados, de grandes empresas, mesmo reportagens, artigos, etc. Mas, obviamente, esses textos são revisados antes de serem publicados. Mas quem garante a “qualidade” dos corretores? Quem pode assegurar que eles não vão cometer erros (e sempre cometem)?

Hoje, recebi um texto corrigido e recorrigido (corrigido por mim, recorrigido por terceiros) e, só de bater o olho, percebi erros tolos, falta de pontuação ou erros de português, e erros que não haviam no meu texto mas os comentários do outro corretor diziam haver, além de erros devidamente corrigidos e que passaram por mim. Ou seja, seriam necessários ainda mais corretores (e ainda houve mais um, não, mr. Slawter?).

Me pergunto no caso dos jornalistas e revisores de jornais, o que acontece. Porque jornalistas que corrigem textos são arrogantes demais para admitirem erros (experiências passadas me dizem isso) e, portanto, dificilmente aceita que outro corretor faça modificações. Se o outro corretor for jornalista, támbém, a coisa toda vai para o espaço.

Então, volto à pergunta: quem garante a “qualidade” dos corretores? Quem pode assegurar a confiabilidade de suas correções, sua precisão? Em um assunto tão importante quanto a língua – e igualmente complexo – quem tem toda essa autoridade?

 

Edit: Me toquei que, só hoje, essa frase apareceu três vezes no blog. Droga =P