A little collage

26 abril, 2009

For two different people, by two different reasons.

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April is the cruellest mont, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain

She loves me…she loves me not.
I tear my hands, scatter the broken fingers…loves me not
As we scatter the random riddling heads of daisies
Tumbling through summer.

Tread lightly, she is near
Under the snow.
Speak gently, she can hear
The daisies grow

This is the dead land
This is cactus land
Here the stone images
Are raised, here they receive
The supplication of a dead man’s hand
Under the twinkle of a fading star

Rayless, and pathless, and the icy Earth
Swung blindly and blackening in the moonless air;
Morn came and went — and came, and brought no day,
And men forgot their passions in the dread
Of this desolation; and all hearts
Were chill’d into a selfish prayer for light

Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing
Doubting, dreaming dreams no mortal dared to dream before.
But the silence was unbroken, and the darkness gave no token
And the only word there spoken was the whispered word, “Lenore!”
This I whispered, and an echo murmured back the word, “Lenore!”
Merely this and nothing more.


A Construção do Mundo

6 abril, 2008

A linguagem é essencial para a criação do espaço geográfico. Ela permite a interação entre as diversas visões individuais de mundo, dando origem à sociedade humana. A evolução da linguagem permitiu ao homem alterar cada vez mais o espaço em que vive, conforme foram sendo criados novos meios para tal.

A evolução do conhecimento e da tecnologia tornou necessário o surgimento de novas linguagens, de novas formas de conceber o universo; tais conceitos, por sua vez, promovem grandes avanços no conhecimento humano. Para superar as limitações da matemática disponível em sua época, Newton (e, em paralelo, Leibniz) desenvolveu o cálculo integral e diferencial, originando um “boom” científico, que, por sua vez, foi essencial para Revolução Industrial que consolidou o lugar de destaque da Inglaterra no mundo no século XVIII; a Teoria dos Jogos de von Neumann, John Nash e outros teve impacto na economia e até mesmo na política.

Da mesma forma, as transformações sociais não deixaram de ter seus impactos na literatura e na arte, duas das linguagens mais célebres. A democracia, como disse Carlos Vogt, filósofo, é uma construção humana, desenvolvida paulatinamente por textos como a Declaração de Independência estadunidense e o Contrato Social de Rousseau; inversamente, o socialismo real, inspirado originalmente no Manifesto Comunista de Marx e Engels – e depois em Lênin, Mao e outros -, criou o realismo socialista como parte de sua tentativa de modificar o mundo.

O espaço geográfico, isto é, o espaço transformado pela ação humana, é criado a partir do uso das técnicas desenvolvidas pelo homem. A linguagem permite a criação e a propagação de novas técnicas, aumentando a capacidade de superar os obstáculos naturais, como no livro “Duna”, de Frank Herbert, em que os Fremen, povo que originalmente apenas se conformava com a vida no deserto, passaram a utilizar conhecimentos científicos trazidos por um planetólogo para transformar o deserto mundo de Arrakis em um paraíso verdejante.

A linguagem, sempre evoluindo, permite ao ser humano aprender e transmitir técnicas para alterar o espaço em que vive; isso, por sua vez, gera diversas implicações sociais, políticas e econômicas. Logo, é impossível dissociar a linguagem do estudo da sociedade ou da ciência.

EDIT: Crianças, não centralizar o título é feio e tira 0,2 da nota na FUVEST.


Eu bebi duas vodkas ou duas vodki?

29 outubro, 2007

водка или водки?

Para todos que devem estar pensando que pirei (ou estou alcoolizado), este vai ser post proto-técnico chato sobre gramática línguas.

Algum tempo atrás no meio de uma dose extremamente boa de dietilamida de ácido lisérgico um momento de reflexão, comecei a aprender uma lugar estranha, o russo, a língua da terra das louras sem fim de pouca roupa, dos soviéticos vermelhos, do Putin. Lomonosov (Ломоносов), um grande acadêmico, cientista, escritor, polímata entre outros mais, disse uma vez:

“Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, aconselhava a falar: com Deus em espanhol, com os amigos em frânces, com os inimigos em alemão e com as damas em italiano. Mas se Carlos V conhecesse a língua russa, diria certamente, que em russo se pode falar com todos: com Deus, com os amigos, com os inimigos e com as damas, porque na língua russa há a majestade do espanhol, a vivacidade do francês, a força do alemão, a leveza do italiano e, além disso, a riqueza, a expressividade e a concisão do latim e do grego.”

(tradução feita por Olga Koldaeva com algumas alterações minhas)

Eu confesso que não é exatamente algo humilde, mas me sinto parcialmente obrigado a concordar. É uma lindo língua, entretanto BEM alienígena para um falante normal de português, incluindo as temidas “declinações” e outras coisas.

Antes de começar a comentar de maneira mais pesada, vamos fazer a introdução – Eu só falo decentemente português e inglês, com conhecimentos medianos de esperanto, que deram toda a minha experiência de declinação (que se resume a quase nula).

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