Wargaming – Inventando novos jogos de guerra

22 novembro, 2008

(Um retorno, agora em terras relativamente mais européias.)

Alguns dias atrás peguei meu novo brinquedo para adultos, o Harpoon 4.1 – High Tide, um wargame naval fantástico e muito famoso em seu meio, que é inegavelmente limitado. Uma curta descrição do jogo, feita pelo Almirante Sir John Woodward, é “… Harpoon 4 permite um gosto surpreendentemente realista de comando marítimo em guerra – com a vantagem de que você não terá que nadar pela sua vida se cometer um erro.”.

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Autores e análises

14 junho, 2008

Vamos a uma análise do estilo de escrita de cada colaborador, e como temos tantos vícios que nossas obras são facilmente reconhecidas.

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Eu bebi duas vodkas ou duas vodki?

29 outubro, 2007

водка или водки?

Para todos que devem estar pensando que pirei (ou estou alcoolizado), este vai ser post proto-técnico chato sobre gramática línguas.

Algum tempo atrás no meio de uma dose extremamente boa de dietilamida de ácido lisérgico um momento de reflexão, comecei a aprender uma lugar estranha, o russo, a língua da terra das louras sem fim de pouca roupa, dos soviéticos vermelhos, do Putin. Lomonosov (Ломоносов), um grande acadêmico, cientista, escritor, polímata entre outros mais, disse uma vez:

“Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, aconselhava a falar: com Deus em espanhol, com os amigos em frânces, com os inimigos em alemão e com as damas em italiano. Mas se Carlos V conhecesse a língua russa, diria certamente, que em russo se pode falar com todos: com Deus, com os amigos, com os inimigos e com as damas, porque na língua russa há a majestade do espanhol, a vivacidade do francês, a força do alemão, a leveza do italiano e, além disso, a riqueza, a expressividade e a concisão do latim e do grego.”

(tradução feita por Olga Koldaeva com algumas alterações minhas)

Eu confesso que não é exatamente algo humilde, mas me sinto parcialmente obrigado a concordar. É uma lindo língua, entretanto BEM alienígena para um falante normal de português, incluindo as temidas “declinações” e outras coisas.

Antes de começar a comentar de maneira mais pesada, vamos fazer a introdução – Eu só falo decentemente português e inglês, com conhecimentos medianos de esperanto, que deram toda a minha experiência de declinação (que se resume a quase nula).

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Blogs têm essências?

24 agosto, 2007

Eu juro que não sei.

Vários vão dizer “a essência do blog é expressar a opinião do autor”. ‘Tá, óbvio, mas isso é tão vago quanto o espaço no qual deveria estar o Acre. É como responder “porque sim”: até Chavez (o do SBT, não o presidente) diria que isso não é resposta.

Verdadeiramente, eu, até hoje, não vi blogs com essência (apesar de não haver muitos blogs que eu leio há tempo suficiente para notar isso). Os que eu leio há mais de 6 ou 7 meses não têm, exceto pelo MeioBit, que tem um tema pré-estabelecido, e quem entra ali entra para ver aquilo.

Eu não reclamo de blogs não terem uma base. Meu outro blog já foi quase para divulgar notícias, já foi um blog absolutamente crítico por um tempo, já foi um bom blog (por uns… dois posts), hoje ‘tá mais pra lá que para cá, daqui a pouco ‘tá mais pra cá que pra lá, e assim vai. Eu mudei MUITO o jeito e os temas dos quais escrever, de quando ele foi criado até hoje (se pra melhor, não sei). Se alguém pegar um post do primeiro mês e meu último post, duvido que dirá serem do mesmo blog, escritos pela mesma pessoa (ou pelo mesmo ser humano).

Os outros blogs que eu leio há bastante tempo, o Contraditorium e o Blog do Cardoso, mudaram bastante. Vão e voltam em certos tipos de texto, tema, estilo, continuam bons, mas mudam bastante. Nenhum deles é algo constante. Os temas mudam por uns tempos, os tipos de texto mudam, o que o blogueiro (no caso, o Cardoso) fala muda (mas nem tanto: a Hello Kitty ainda é demoníaca, evangélicos ainda são chatos, ecochatos ainda são, er, chatos, e a Universal ainda enche o saco).

Isso é bom, dá variabilidade pro blog. Quando o blog não precisa de variabilidade (como o MeioBit, que é para ser sobre tecnologia e afins), ele não tem variabilidade. Quando ele precisa, tem. Se os blogs não mudassem, talvez ficassem monótonos. Talvez não. Mas prefiro que fiquem como ‘tão, contanto que o Cardoso volte a postar pérolas da Hello Kitty. Nada melhor do que sacanear a pati da sala com “olha, isso é da Hello Kitty”, e mandar o link da camisinha dela.

 

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O Mundo é Mágico

17 agosto, 2007

Ou pelo menos pensei que fosse. Eu queria ter um tigre comigo.

Hem, hem. Depois da seriedade de The Son of Nothing, vem algo mais descontraído, o prometido (a quem, diabos?) post sobre o garoto de seis anos mais popular (não, não é o Cebolinha) do mundo (creio eu), nosso querido amado e idolatrado… Calvin!

“Certo, preguiça de clicar no link. Quem diabos é Calvin então?”

Creio que vocês, leitores, já devem ter lido jornal. Sonhar nunca é demais. Qualquer coisa o link está acima.

Este é nosso amigo Calvin.

Se ainda não o conhecem, recomendo “O Mundo é Mágico”, lançado no Brasil pela Conrad neste ano (2007).

Era para ser um review. Oh. Bem, descontração, descontração, temos que fingir seriedade.

Hem, hem. Calvin e Haroldo (Calvin and Hobbes no original) são uma dupla extremamente surpreendente e animada, composta por um garoto de seis longos anos de vida (embora suas histórias tenham durado dez anos) e um tigre antropomorfizado irônico e cardosístico, de uma existência duvidosa e comentários levemente apimentados demonstrando sua hesitação em relação a nossa querida e gloriosa humanidade.

Não há muitas palavras para descrever cenas como:

Calvin: Eu tinha três anos nesta foto. Olha esse sorriso!

Calvin: Ah, a arrogância da juventude! Aos três anos, eu achava que sabia tudo.

Haroldo: E vofê explefava todo efe conhefimento favendo afim.

Calvin: Hoje, a experiência de toda uma vida me deixou amargo e cético.

Críticas à sociedade moderno de consumo (oh, que termo comunista!) com sua variedade insuportavelmente grande, telemarketing e até à arte:

Calvin: A arte não é uma questão de idéias. É uma questão de estilo.

Calvin: O ponto mais crucial ao optar por uma carreira é escolher um bom “ismo”, para todos poderem rotular você sem entender sua obra.

Haroldo: Você faz desenhos bobos na calçada.

Calvin: Isso. Sou um pós-modernista suburbano.

Haroldo: E quem não é?

Calvin: Eu ia ser um neo-desconstrutivista, mas minha mãe não ia deixar.

E mais oito quadrinhos em sequência abordando o tema. É definitivamente essencial para fãs de quadrinhos, críticas, ou qualquer pessoa que simplesmente queira se divertir um pouco.

Obs: É recomendável que não trate este livro como infantil. Um do maiores sofrimentos das comics é exatamente essa abordagem de “infantil” adotada várias vezes, embora tenhamos Sandman, Watchmen, Stardust, Preacher, entre outros, para demonstrar o lado maturo dos quadrinhos.

Creio que custou R$30~~40, com 172 páginas (incluindo as quatro capas) e com várias histórias em cores (as de domingo), papel de qualidade exemplar e formato grande (não sei o nome), parecido com 300, mas menor (algo como um caderno de desenho, talvez pouco mais que uma sulfite virada). Nenhum erro foi avistado durante a leitura, assim como também nenhuma história ruim. Mas isto pode ser apenas talvez fanboyzice.

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